quarta-feira, 23 de março de 2011

EFEMÉRIDES DE ERMESINDE

1929 — A 1 de Março é fundado o Grupo de Teatro – União Beneficente de Sá, Ermesinde.

1929 — No dia 29 de Setembro, a um domingo, a iluminação eléctrica era, festivamente, inaugurada nas ruas principais de Ermesinde.

1933— Formação do Grupo Columbófilo Vencedores de Ermesinde,

1933 — Descarrilamento na Linha do Minho, próximo à estação de Ermesinde no dia 26 de Janeiro.

1935 — Lançamento da primeira pedra que dá inicio à construção da Escola da Bela no dia 20 de Maio.

1936 — Fundação do Ermesinde Sport Clube na Travagem no dia 10 de Agosto.

1936 — É Fundada na Travagem pelo Eng.º Laurindo Ferreira Lino, a FELINO – Fundição e Construções Mecânicas.

1936 — Instalação da Junta de Freguesia no edifício de “entrelinhas” pertencente a Ezequiel Augusto Ribeiro Vieira de Castro, Actualmente este edifício pertence à REFER.

1938 — Ermesinde é promovida a categoria de Vila no dia 12 de Julho.

1939 — Instalação do Quartel dos Bombeiros na Rua 5 de Outubro, vindo da Rua Ribeiro Teles, junto ao café Gazela.

1939 — Inauguração da Escola Primária do Carvalhal em Ermesinde, no dia 1 de Dezembro.

1941 — Começo das aulas na Escola Primária da Bela para o ano lectivo 1941/42.

1941 — A 8 de Março foi concedido ao CPN o estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Publica.

1941 — O cantor Joaquim Domingos Moutinho nasceu na Travagem a 16 de Agosto. Encontra-se emigrado na Venezuela.

1941 — Fundação da Casa do Povo de Ermesinde em 14 de Outubro, na Praça 1º de Maio.

1941 — Fundação do Clube de Propaganda da Natação.

1942 — Filiação do Ermesinde Sport Clube na Associação de Futebol do Porto.

Fonte: Ermesinde – Registos Monográficos

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

LUGAR DA BELA


A FONTE DOS AMORES, JUNTO DO EUCALIPTO


BELA OU VELA?

CONTINUAÇÃO…

Logo em 28 de Junho de 1689, não tendo querido aparecer a abadessa do convento de S. Bento do Porto, efectuava-se a divisão dos limites de Alfena com Valongo.
       
Que passo a transcrever:
        
 «...E logo elles louuados na mesma forma atrás foram medindo pela deuisam de entre as freiguesias direito p.a o nascente sempre augas vertentes athe o alto da serra da bella junto adomde se pome a uela e ahi disseram elles louuados era nesesario leuantar outro marco o coal elle juis do Tombo mandou leuantar e lansar pregam na forma dos mais e fiqua de distancia do outro a este seis sentas e seis uaras.
       E logo elles louuados foram medindo na mesma forma atrás pela diuizam de entre freiguezias athe domde chamão a eira de ségu junto à estrada e ahi disseram os louuados era nesesario outro marco o coal elle juis do Tombo mandou leuantar...»

Eis a tradução, dentro do meu parco entendimento:

     «E logo os louvados na mesma forma atrás, foram medindo pela divisão de entre Freguesias, direito para a nascente (que suponho ser aquela a que chamam “Reguinho” e que se encontra por trás da sede da U.D.C.R. da Bela e depois totalmente encanado, desagua no Leça junto à “Fonte dos Amores), sempre de águas vertentes até ao alto (que penso ser a Rua do Bom Samaritano) da serra da Bela, junto aonde se põe a vela (acto de velar, vigilância, sentinela) e ali disseram eles os louvados que era necessário levantar outro marco o qual ele o juiz do Tombo mandou levantar e lançar pregão da mesma forma das mais atrás e ficou à distancia do outro a este de seiscentas e seis varas.
      E logo os louvados foram medindo da mesma forma atrás, pela divisão entre freguesias, até onde chamam a eira do cego (lugar antigo onde viviam alguns cegos e pedintes muito conhecidos no lugar), junto à estrada e aí disseram os louvados, era necessário outro marco, o qual ele o juiz do Tombo, mandou levantar».

Ainda citando os mesmos autores, pode-se ler na página 24 da mesma monografia o seguinte:

«Ainda no mesmo Tombo aparecem citados o outeiro “da uela” (f.37 na estrema com Ermesinde e a “serra da bella” (f.38 v) na estrema com Valongo: trata-se de postos nomeadamente medievais destinados a vigiar (velar) como se vê das expressões da época como:
 “Coto de vigia” em 1258
 “villa por ser bem gardada, vellada [...] uellar roldar a dita cerqua” em 1372
 “seiam escusados de vela e de finta e de talha” em 1322
 “enviassem certos homens cada semana a velar ao monte de S. Gens” no século XV e         “maneira que asy hade teer  em vellar de noute foguo e de dia fumaças”.
Todos estes elementos, de valor histórico desigual quanto à importância do conteúdo e à época a que se reportam, não deixam de fornecer indícios cronológicos de interesse.»
  
         
Ora como se pode ler, “uela ou uellar”, significa: Vela ou Velar.
E “vellar de noute foguo e dia fumaças” quererá dizer: Velar de noite fogo e de dia fumaça”.
Pode-se entender que eram postos de vigia, onde se vigiava o fogo nos montes para que não ardessem.
Então será que este lugar a que chamamos “Bela” seria ”Vela” que depois se aglutinou?
E que serra da Bella será aquela que fica no estremo de Valongo?
Ficam as perguntas para quem souber, que o meu saber é pouco.

Fonte: Alfena – aterra e o seu povo



ACTUAL FONTE - C.M.V. 1966


 A NASCENTE AINDA EXISTE JUNTO AO LEÇA

 A FONTE DOS AMORES

A FONTE DOS AMORES

        Conforme a descrevem os autores de: Ermesinde – Registos Monográficos

         «A Fonte dos Amores, fazia há quatro décadas, o regalo dos moradores e de quantos ali acorriam, ao idílico e pitoresco Lugar da Bela.
        Ali, o precioso e puríssimo líquido jorrava e corria a esmo pela vertente da pequena encosta, entre ervas e flores naturais, até desaparecer no Leça.
        Em Agosto de 1953, a Junta da Freguesia declarou a insalubridade das suas águas, deliberando proceder ao seu arranjo.
        Hoje desapareceu, vítima do progresso que, infelizmente, obriga a estas perdas irreparáveis que só não se perdem de todo porque ficaram registadas nas retinas de alguns olhos saudosos do passado, e se reavivam através de fotos que preservam essas imagens para a posteridade.
        É o caso desta encantadora “Fonte dos Amores”, focada pela nossa objectiva há muitos anos (foto da capa), que podem mostrar todo o sortilégio e bucolismo que a rodeava, envolta pela ramagem verdejante e pelos ares puros e sadios, oxigenados pelo frondoso arvoredo e, principalmente, pelos eucaliptos e pinheiros que ali se erguiam e davam sombra e beleza ao local, que deu azo a tantas histórias, a lendas, a sonhos e até desvarios.»


N/A: Existe hoje no mesmo lugar, uma fonte, a que chamam a Fonte dos Amores, mas que não é, pois a verdadeira há muito desapareceu. Pode-se ler no local: “C. M. V. 1966” e ainda, “Água imprópria para consumo.”