segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

EFEMÉRIDES DE ERMESINDE

1912 — A Junta de Freguesia de Ermesinde, instala-se numa sala da Residência Paroquial a 7 de Abril.

1912 — A 28 de Dezembro é diferido por despacho Presidencial a autorização para criar “um instituto particular de ensino secundário em Ermesinde, sob a denominação de Colégio de Ermesinde”.

1918 — Fundação da Fábrica de Pomadas e Graxas para calçado de Ermesinde.

1919 — Data da colocação no Altar-Mor da antiga Igreja de Ermesinde de lindos Azulejos a mando do Padre Avelino Moutinho Moreira Assunção, que à data, paroquiava a freguesia.

1920 — Nasce em Ermesinde, na Cancela, o cantor Alberto Ribeiro no dia 29 de Fevereiro.

1921 — Fundação dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, no “Hotel Sobral” na Travagem, no primeiro dia de Junho.

1921 — É dada á estampa Monografia de Ermesinde de autoria de Humberto Beça.

1922 — Construção da Passagem inferior ao Caminho-de-ferro na Rua Joaquim Ribeiro Teles, que deu passagem ao Eléctrico para Ermesinde.

1923 — Fundação do Ermesinde Foot Ball Club, que mais tarde deu origem ao Ermesinde Sport Clube.

1926 — Chegada do 1º Eléctrico a Ermesinde.

1926 — Foi oficialmente constituído o Grupo nº 22 (Nuno Alvares Pereira) de Escutas de Ermesinde.

1927 — Inauguração da “Feira de Ermesinde” no dia 12 de Setembro. 

1927 - Fundação do Grupo Columbófilo de Ermesinde, extinto em 1933

1927 – Surge o primeiro número do Jornal “Eco de Ermesinde” sob a direcção de Eduardo Correia Bacelo e ao preço de $50.

1928 — A Linha nº 9 do Carro Eléctrico, avançando pela Rua Rodrigues de Freitas, chega junto à Igreja.

1928 — Reunião no Hotel da Travagem, organizada pelo Jornal quinzenário “Eco de Ermesinde” com a participação de particulares para darem ajuda monetária, ao reivindicarem a vinda da electricidade para Ermesinde, em 25 de Maio.

1928 — Fundação da Fábrica Vitória de lenços e colchas na Rua 5 de Outubro

Fonte: Ermesinde – Registos Monográficos

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

LUGAR DA BELA

ESCOLA DA BELA ANOS 50

BELA OU VELA?

CONTINUAÇÃO…


Os limites da freguesia de Alfena acham-se escritos no:
     
«Tombo da Igreja de Sam Vicente/ D Alfena / Unida in perpetuum por Bullas / Appostolicas / Ao Collegio de Nossa Senhora da / Conceição / De Carmelitas Calçadas da / Vniuersidade de Coimbra / Feito por Provisão de S. Magestade / Pello Doutor Chistouão Alão de Moraes / Sendo Reitor / Do dito Collegio / O p. M. Frei Roque de S. Thereza / No Anno / De M D C e LXXXIX» (1689).

Tombo este, guardado no Arquivo da Universidade de Coimbra e do qual se fazem aqui várias citações.
 Assim, a divisão da Freguesia de Alfena com a de Ermesinde, efectuou-se a 25 de Junho de 1689 e aqui se descreve, respeitando a sua ortografia, tendo em conta que em muitas palavras o (u) lia-se como (v), exemplo da palavra “uela”, que se deve ler vela.
     
 «os d.os louuados  comesaram de medir do outro marco atrás da Comenda de Augas santas pela deuizam de emtre as frg.as de Alfena e sam Lourensso p.ª a parte do sul  the a serra de Vilar adomde elles louuados disseram era nesessr.º leuantar hum marco o coal elle juis mandou leuantar em o sima da serra e fiqua augas uertentes p.ª huma p.te e p.ª a outra e lhe mandou pelo porteiro dar hum pregam que com pena de coatro annos de degredo e cem mil rreis p.ª as despezas nimguem aranquáce o d.º marco nem emtendêce com  e fica de distancia do outro atrás the este duzentas e oito uaras.
E na mesma forma foram elles louuados medimdo a distancia pela deuisam de emtre as freiguezias dir.to p.ª o sul the o outr.º da uela de sam Lourensso a ahi se lhe fés huma crus no penedo da d.º uela e fiqua de distancia do outro marco a este cento e sete uaras e mª.»
E logo elles louuados medimdo pela deuisam de emtre as freiguezias direjto ao outejro da pedra talhada na direjtura do sul e disseram elles louuados era nesessario outro marco e que elle juis mandou leuantar e darpregám na forma dos mais atrás e fiqua de distancia do outro em que fiqua a Crus the duzentas setenta e sete uaras.»
      
Eis a tradução possível, para as minhas limitações:

«Os ditos louvados (peritos nomeados para avaliar) começaram a medir do outro marco da Comenda (Terras de beneficio, concedidas com renda anexa a eclesiásticos e cavaleiros) de Águas Santas pela divisão entre as freguesias de Alfena e São Lourenço, para a parte sul da serra de Vilar a onde eles os louvados, disseram que era necessário levantar um marco, o qual o juiz mandou levantar em cima da serra e ficou com águas vertentes para uma parte e para outra e mandou o porteiro (espécie de oficial de justiça), apregoar com pena de quatro anos de degredo e cem mil reis para despesas, ninguém arrancasse o dito marco, nem que estivesse em desacordo. Ele (o marco) fica à distância do outro atrás deste, duzentas e oito varas
E da mesma forma, foram eles os louvados, medindo a distância pela divisão das freguesias, direito para sul do outeiro da vela de São Lourenço e aí se fez uma cruz no penedo da dita vela e fica à distancia do outro marco a este, cento e sete varas e meia.
E logo os louvados foram medindo pela divisão entre as freguesias, directo ao outeiro da pedra talhada na direcção do sul e disseram os louvados que era necessário outro marco o que o juiz mandou levantar e dar pregão na forma dos mais atrás e fica de distância do outro em que fica a Cruz deste, duzentas e setenta e sete varas. (antiga medida de comprimento equivalente a onze decímetros [1metro e 10 centímetros])».


CONTINUA…



ESCOLA DA BELA ANOS 80

ESCOLA DA BELA ANOS 90

ESCOLA DA BELA ACTUAL