terça-feira, 25 de janeiro de 2011

EFEMÉRIDES DE ERMESINDE

1858 — Construção da Fonte da Feira na Travagem.

1870 — Construção da Torre da Igreja velha de Ermesinde, erguida do lado direito, segundo a inscrição gravada na mesma. Tinha na frente um relógio vindo do Convento da Formiga.

1873 — Inauguração da Ponte da Linha do Minho sobre o Rio Leça.

1875 — Inauguração da Linha do Minho, no dia 20 de Maio.

1875 — Inaugurada a Linha do Douro, entre Ermesinde e Penafiel, no dia 29 de Julho.

1875 — A 28 de Julho é inaugurada a Ponte dos Sete Arcos que atravessa a Ribeira de Cabeda, afluente do Leça.

1877 — O Antigo Convento da Mão Poderosa recebe a secção masculina do Colégio de Paço de Sousa, que sob o nome de Colégio do Espírito Santo, acaba por finalmente por fechar em 1910.

1878 — No dia 11 de Outubro na Linha do Minho um descarrilamento entre S. Romão e Travagem. Um dos acidentados foi o ilustre escritor Camilo Castelo Branco.

1892 — Corte do adro da Capela de S. Silvestre pelo empreiteiro Domingos Marques Correia, ao construir a estrada de Ermesinde para Alfena.

1901 — Ano em ocorreu a maior cheia do Rio Leça.

1901 — Em Junho é inaugurada a “Resineira” na Travagem com o nome: Calistro Rodrigues & Cª.
      
1909 — Data da colocação do relógio na torre sineira da antiga Igreja de Ermesinde, por ordem de Monsenhor Paulo António Antunes, que na altura era Pároco e Presidente da Junta da Paróquia (nome que então era dado à Junta de Freguesia).

1909 — A maior cheia registada no Leça, a que maior nível as águas do rio atingiram e a que mais vitimas fez.

1909 Instalação da primeira estação dos correios na freguesia, ainda, São Lourenço de Asmes.

1910 — Foi fundada a Fábrica de Cerâmica de Ermesinde por Eng.º Francisco Xavier Esteves e Augusto César de Mendonça.

1911 — A Freguesia de São Lourenço de Asmes passa a denominar-se ERMESINDE a 7 de Fevereiro.

Fonte: Ermesinde – Registos Monográficos

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

LUGAR DA BELA


O LUGAR DA BELA
                                                                 
O Nome da Bela (ou Vela), supõe-se já existir no século XIII, mas poucas alusões encontrei a este lugar ao ler algumas monografias sobre Ermesinde.
Porém, depois de exaustiva procura, pude encontrá-lo aquando da criação da Freguesia de Alfena, como escreveram na sua maravilhosa monografia sobre Alfena, os padres Domingos A. Moreira e Nuno António Maria Cardoso em: “Alfena a Terra e o seu Povo” de 9 de Abril de 1973.
Assim, e respeitando a sua ortografia passo a transcrever passagens onde o nome da Bela se encontra citado e penso ser possível demonstrar a sua existência, ainda que delével. Passo a citar:
     
 «Nas inquirições de 1258 Alfena confinava com Ferraria e Tresleça. Nos finais do século XVI escrevia-se: «no resio da Codes.ª [=Codesseira] saindo dalfena» (I livro do Registo Paroquial folha 4 verso, no Arquivo Distrital do Porto). Por cerca dos meados do século XV escrevia-se: «na ferraria da par dalfena [...] freiguesia de São Vicente dalfena» (Arquivo Distrital do Porto, Convento da Ave Maria, livro nº. 243 (153) folhas 332 verso)»
       
«S. Vicente de Alfena (que nos tempos mais antigos se chamou S. Vicente da Queimadela) pertenceu tradicionalmente, ou seja, durante a Monarquia Absoluta, ao Concelho da Maia. Mas criado o Concelho de Valongo no tempo do Liberalismo por decreto de 28 de Novembro de 1836 (e sua vila por decreto de 17 de Abril de 1837), Alfena passou a pertencer-lhe, como diz o padre Joaquim Alves Lopes Reis, no seu livro “A Vila de Valongo” (Porto 1904, nas páginas 195-196) que mais adiante, na página 202 informa:
        «O Povo de Valongo, porém, é que não estava acostumado a estes impostos (tinham posto em arrematação uns certos direitos lançados sobre a carne, vinho, azeite, etc....) que o antigo regímen nunca se atreveu a lançar senão em casos excepcionais e justos. Julgando-se tratar de um tratantada e no auge da sua fúria, apareceu no dia destinado para a arrematação de tais impostos (18-4-1838), uma grande multidão e à força, já que razões não bastavam, obrigaram os camaristas a fugir, cobrindo-os de injurias e insultos os quais chegariam a vias de facto, se a prudência não tivesse aconselhado que eles a tempo se pusessem a salvo. Recolheram-se a Alfena, diz-se, por ser daquela freguesia o administrador de então e aí, celebraram várias sessões no lugar, na quinta de uma tal D. Helena, na primeira das quais deliberaram apresentar ao Exmo. Administrador geral a respeito dos insultos feitos à Câmara por parte dos habitantes de Valongo e na sessão de 18 de Junho, chamam vila a Alfena». 
       
Em 1867 é extinto o concelho de Valongo, passando Alfena para o então criado concelho de Rio Tinto que durou apenas 8 dias. Valongo triunfa de novo e Alfena voltou a pertencer-lhe até hoje. (Padre Joaquim Alves Lopes Reis, ob. Citada página 216).

Continua…
A Bela e o Rio Leça visto da Ponte ferroviária

Pórtico em Alfena

Ponte sobre o leça em Alfena