segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

LUGAR DA BELA


O LUGAR DA BELA
                                                                 
O Nome da Bela (ou Vela), supõe-se já existir no século XIII, mas poucas alusões encontrei a este lugar ao ler algumas monografias sobre Ermesinde.
Porém, depois de exaustiva procura, pude encontrá-lo aquando da criação da Freguesia de Alfena, como escreveram na sua maravilhosa monografia sobre Alfena, os padres Domingos A. Moreira e Nuno António Maria Cardoso em: “Alfena a Terra e o seu Povo” de 9 de Abril de 1973.
Assim, e respeitando a sua ortografia passo a transcrever passagens onde o nome da Bela se encontra citado e penso ser possível demonstrar a sua existência, ainda que delével. Passo a citar:
     
 «Nas inquirições de 1258 Alfena confinava com Ferraria e Tresleça. Nos finais do século XVI escrevia-se: «no resio da Codes.ª [=Codesseira] saindo dalfena» (I livro do Registo Paroquial folha 4 verso, no Arquivo Distrital do Porto). Por cerca dos meados do século XV escrevia-se: «na ferraria da par dalfena [...] freiguesia de São Vicente dalfena» (Arquivo Distrital do Porto, Convento da Ave Maria, livro nº. 243 (153) folhas 332 verso)»
       
«S. Vicente de Alfena (que nos tempos mais antigos se chamou S. Vicente da Queimadela) pertenceu tradicionalmente, ou seja, durante a Monarquia Absoluta, ao Concelho da Maia. Mas criado o Concelho de Valongo no tempo do Liberalismo por decreto de 28 de Novembro de 1836 (e sua vila por decreto de 17 de Abril de 1837), Alfena passou a pertencer-lhe, como diz o padre Joaquim Alves Lopes Reis, no seu livro “A Vila de Valongo” (Porto 1904, nas páginas 195-196) que mais adiante, na página 202 informa:
        «O Povo de Valongo, porém, é que não estava acostumado a estes impostos (tinham posto em arrematação uns certos direitos lançados sobre a carne, vinho, azeite, etc....) que o antigo regímen nunca se atreveu a lançar senão em casos excepcionais e justos. Julgando-se tratar de um tratantada e no auge da sua fúria, apareceu no dia destinado para a arrematação de tais impostos (18-4-1838), uma grande multidão e à força, já que razões não bastavam, obrigaram os camaristas a fugir, cobrindo-os de injurias e insultos os quais chegariam a vias de facto, se a prudência não tivesse aconselhado que eles a tempo se pusessem a salvo. Recolheram-se a Alfena, diz-se, por ser daquela freguesia o administrador de então e aí, celebraram várias sessões no lugar, na quinta de uma tal D. Helena, na primeira das quais deliberaram apresentar ao Exmo. Administrador geral a respeito dos insultos feitos à Câmara por parte dos habitantes de Valongo e na sessão de 18 de Junho, chamam vila a Alfena». 
       
Em 1867 é extinto o concelho de Valongo, passando Alfena para o então criado concelho de Rio Tinto que durou apenas 8 dias. Valongo triunfa de novo e Alfena voltou a pertencer-lhe até hoje. (Padre Joaquim Alves Lopes Reis, ob. Citada página 216).

Continua…
A Bela e o Rio Leça visto da Ponte ferroviária

Pórtico em Alfena

Ponte sobre o leça em Alfena


RUAS DA BELA


Código Postal: 4445-345 Ermesinde

Principia: Rua Bartolomeu Dias, frente ao número 518
Termina: Numa Praceta sem saída

Curiosidade: Nesta rua esteve sediada numa garagem, durante alguns anos da década de 80, a sede da União Desportiva Cultural e Recreativa da Bela. Aqui se desenvolveu e legalizou para depois se fixar no Parque de jogos da Bela.

Toponímia: O nome desta rua representa uma homenagem à Região Autónoma dos Açores, um arquipélago transcontinental composto por nove ilhas. É um território autónomo da República Portuguesa, situado no Atlântico. Devido à sua proximidade com o continente europeu e à sua integração política na União Europeia é geralmente englobado no continente Europeu. Politicamente os Açores são desde 1976 uma região autónoma da República Portuguesa. A Região Autónoma dos Açores é dotada de governo próprio e de uma ampla autonomia legislativa, consubstanciada na Constituição da República. Os Açores granjearam um lugar importante na História de Portugal e na história do Atlântico: constituíram-se numa escala para as expedições dos Descobrimentos e para naus da chamada Carreira da Índia, das frotas da Prata, e do Brasil. Contribuíram ainda, para a conquista e manutenção das praças portuguesas do Norte de África. inda, ra da Indiapeu.
O descobrimento do arquipélago dos Açores, tal como o da Madeira, é uma das questões mais controversas da história dos Descobrimentos. Entre as várias teorias sobre este facto, algumas assentam na apreciação de vários mapas genoveses produzidos desde 1351, os quais levam os historiadores a afirmar que já se conheceriam aquelas ilhas aquando do regresso das expedições às ilhas Canárias realizadas cerca de 1340-1345, no reinado de Afonso IV de Portugal.
Os portugueses começaram a povoar as ilhas por volta 1432, oriundos principalmente do Algarve, do Alentejo e do Minho,
A Bandeira dos Açores foi hasteada pela primeira vez em 1893, na Ilha de São Miguel, durante a primeira campanha autonomista do século XIX.